domingo, 30 de novembro de 2014








Durante toda a viagem a saudade não me deixou
Não digo que era como minha sombra
Pois ela estava ao meu lado até na escuridão
Não era como minhas mãos e pés
Pois você não sente sua mão e pé dormindo
Eu não perdia a minha saudade nem dormindo
 Por toda a viagem a saudade não me deixou
Não digo que era como a fome ou a sede
Não era como procurar o frio no calor, o calor no frio
É algo impossível de terminar
Não é alegria e nem tristeza
Não tem nada a ver com as cidades,
as nuvens ou as canções
Estava dentro de mim e fora de mim
Por toda a viagem a saudade não me deixou
Alias, o que restou dessa viagem
senão a saudade?
           
              
              Do  poeta turco Nazim Hikmet Ran  nascido na Turquia em em 1902 e falecido na antiga União soviética em 1963. Infelizmente não registrei o nome do tradutor.



2 comentários:

  1. Então é a saudade a maior fonte de inspiração de poetas que tratam de reavive-las em sua memória, lembrando em viagens e recordações passadas que deixaram saudades e delas alimenta-se para a poesia, penso que seja assim o saudoso tempo, que tempo esse heim Alberto, que te faz buscar o poeta Turco do passado.

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